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Mostrando postagens com o rótulo Enéas

MEU NOME É JESUS

                              Meu nome é Jesus. Não queiram associar este título ao bordão político do barbudo Enéas. Se assim  comecei é porque faço questão de enfatizar  meu nome, hoje, por tantos, vilipendiado, usado em vão. Muito do que se faz e se diz em nome, não no é. Quero provar, mesmo que se diga, não ter eu existido historicamente, não ter tido vida material, que, ainda assim, fui, para muitos, o caminho. Até me conformo em dizerem que eu não existi, mas dizer, como Celso disse,  que eu fui gerado de  uma pulada de cerca de minha mãe, que sou filho de um tal de Tiberius Julius Abdes Pantera, soldado romano, é demais. É muita maldade. Não há mal algum em ser filho de um milico, xô, xô preconceito, chateado, tou, pela cerca. Mamãe não pulou cerca. Quem não ficaria zangado, vendo a mãe xingada? Os que negam a minha existência, nem admitem ter nascido, mas há, como Celso, os q...

DIDO E ENÉAS

                        Oh, dai-me tua mão, doce Belinda. Uma escuridão se aproxima de mim, deixa-me descansar em teu seio, como gostaria de aconchegar-me a ti, sinto porém, que a morte está chegando. Quem me está trazendo a morte? Deve ser sua partida, mas não quero morrer antes de vê-lo partir. Pois, certa é a morte, após sua partida. Oh, minha irmã, quando eu partir, espero não trazer problemas para seu coração. Quero que lembres de mim, oh, querida, lembre de mim, mas esqueça meu destino. Lembra, lembra de mim, irmã, lembrem vocês todos, mas esqueçam, por favor, meu cruel destino.