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O DIVINO SEBASTIÃO

                            Sempre me perguntei porque a Igreja, que se mostrava tão pudica, permitia a imagem de um santo  semi-nu, com corpo eroticamente retorcido, atravessado por flechas. Que sentido teriam tais flechas? Por quê os pintores o retratam em lascivas posições? Diz-me Irene, tu que o curaste, quem era Sebastião? Quero ver Irene dar sua risada.

ANHANGÁ

                                                                               Anhangá sou eu. Sou eu anhangá. Protetor das matas, dos rios e da caça. Aparo as flechas do caçador  voraz e ajudo quem só mata pra comer. Com meus olhos cor de fogo queimo a pele do malvado, dou-lhe coices, dou chifradas, corro com ele às léguas, perdendo-se no cipoal. Quando quero lhe cavo a terra, onde se afunda, paulada dou-lhes nas costas e rio de seus gemidos. Deixa-me em paz, anhangá, eu não piso mais aqui, deixo em paz teus animais, deixa eu viver em paz.