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Mostrando postagens com o rótulo morte
                            O divino mora aqui,                      A maioria o procura no além.                     Melhor para quem sabe onde encontrá-lo,                     Não haverá atropelamento no caminho.                     Poucos o conhecem                     E assim continuará,                      A senda não lhe será ensinada.                              Egoísmo? O rebanho não quer se desgarrar.                     Deixemo-lo  quieto....
                                                  Não sou tão bonita como os jornais andam dizendo agora, depois de minha morte. Eu até me acho um pouco tímida, mas os jornais dizem que sou extrovertida. Quando a gente morre pode-se dizer de nós o que quiserem, não estamos mais lá para nos defender. Tanto falam os espíritas em comunicação com os mortos. Pura balela, Ninguém vem se comunicar comigo, nem eu consigo sair deste buraco para dizer o que é o outro mundo que tanto falam sem conhecer. Ah, se eu tivesse podido sair daqui. Não teria deixado o crime prescrever porque eu iria lutar até o fim de minhas encarnações para botar meus assassinos na cadeia, mesmo sabendo que eram poderosos e tinham protetores na policia e na justiça, esta cada mais corrupta porque fechada em si mesmo ninguém tem coragem de botar pra fora todos seus podres. Sairia daqui...
                                                                                                                                                                        As pernas dela estavam abertas, estiradas. Seus cabelos espalhados sobre o lençol. As dele dobradas, encolhidas, quase um feto. O que se passara ali? Ninguém saberá. Céus, testemunhas mudas, nada revelam. Passado, presente, futuro, escritos em língua indecifrável. Nus. Não me atrevi a olhar a nudez da morte de jovens inda virgens nos mistérios da vida. Que bela, disse, pudicamente. Flor desf...