Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Paris

NOITE EM PARIS

http://lesenegalais.jeun.fr/t2594-noite-em-paris-conto-el-carmo#128944                                               Sempre que me refiro a meu romance Noite em Paris, as pessoas me falam do Meia Noite em Paris, filme de Woody Allen. Digo-lhes que o romance não tem nada a ver com o romance e que comecei escrever o livro muito antes do filme, que é de 2011. Digo-lhes que meu Noite em Paris vem sendo escrito desde a década de 70 quando escrevi o que hoje é o primeiro capítulo. Esta publicação de 22-03-2009 feita neste forum Lesenegais comprova que o romance é anterior ao livro, portanto, ninguém pode dizer que eu plagiei o título do filme e muito menos o filme, que por sinal nem assisti, coisa que vou fazer, porque nada me impede que eu me inspire nele para modificar ou acrescentar alguma coisa a meu romance, posto que meu romance é uma obra aberta. Já estou começando...

O BANCO, O CHÃO, O SONO E O SONHO

Meio-dia. Ôh sole quente. Buracos na estrada.  Enfim, cheguei. Mairi, Monte Alegre da Bahia. Cinquenta léguas de Salvador, por Capim Grosso ou Baixa Grande, por onde foi. Verás, verão. Intranquilo desce, tranquila cidade. Curiosos observam.  Abram as jinelas, belas donzelas, estou chegando. Meia-noite. Gare du Nord. Chegara afinal. Retirar mala, berimbau, pandeiro, violão e bugingangas. Brigitte, seu  papagaio não veio. Complicações na duana. Frio d´outono no seu rosto, folhas sob os pés, caídas.. Noite em Paris, primeira. Saudades. Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. Achou a casa do tio. A benção, Deus te abençoe, abraços, beijos. Como está comadre? Compadre tá bem? Procurar Costinha, amigo do pai.  Costinha Jururu, (gostava do apelido, ele mesmo se apelicou, preito ao jurubeba, vinho predileto). A carta do pai. Que o apresentasse  à cidade. Orgulho de ter sido o escolhdo.  Estão vendo?  A quem seu pai recomendou?  ...

NOITE EM PARIS

Fazia um friozinho e chuviscava. Ele parara em frente ao Eléphant Blanc . Esperar. Logo estiará. Eram, talvez, duas horas, ou menos. Outras pessoas, também, ali. Esperavam, silenciosas, a chuva passar. Um homem baixo,  careca luzidia,  roupas modestas, parou em sua frente e de costas, coçando seus perigalhos, comentou sobre o tempo. Eterno tema das conversas dos que nada têm a dizer. Tempo, Tempo. Eró, Eró. Tempo, Tempo.  Não me comas, não me devores, meu pai. Eu quero viver. “ Oh quero viver, beber perfumes na flor silvestre que embalsama os ares ”.  Eternidade, te quero.  Mecânico, respondera-lhe.  Convicto, papo assim,  não inicia amizades,  e, só isto  lhe interessava, difícil fazer amigos na França,  mais ainda,  conservá-los. Como ser amigo de um clochard ? De quem não tem  morada, não saber onde procurá-la nos momentos difíceis? Não. Não era um mendicante. Flanava, apenas, flanava. E se fosse, iria preci...