Eu abri, com muita luta, sua boca. Tentava cuspir dentro, o cuspe não saía, estava com a boca cheia de saliva, mas não a conseguia expelir. As pessoas. Não faça isto com ela. Eu tentava me explicar. As palavras não saíam. Depois a abraçava e caía em prantos. Por quê tenho de sofrer estes tormentos? Mamãe, mamãe! Lanho, lanho sua boca. Cuspir dentro. Que faço? Chora, o choro consola. Lembra de ti, criança. Por quê te vejo sempre em agonia? Que culpa levaste contigo? Vens tu me pedir alguma coisa?
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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