Oh, dai-me tua mão, doce Belinda. Uma escuridão se aproxima de mim, deixa-me descansar em teu seio, como gostaria de aconchegar-me a ti, sinto porém, que a morte está chegando. Quem me está trazendo a morte? Deve ser sua partida, mas não quero morrer antes de vê-lo partir. Pois, certa é a morte, após sua partida. Oh, minha irmã, quando eu partir, espero não trazer problemas para seu coração. Quero que lembres de mim, oh, querida, lembre de mim, mas esqueça meu destino. Lembra, lembra de mim, irmã, lembrem vocês todos, mas esqueçam, por favor, meu cruel destino.
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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