Fere, fere mais que tudo no mundo, a traição. Oh, querida, tivesse eu dado-te ouvidos. Zoeira da zorra e eu aqui gelado, e eles? Amanhã, tomando todas, xepeiros, uma bosta, fiz. Oh, mundacho torto, ninguém mais em paz, desde então. Entonce, qui fazê. Porra louquice. Das brabas, só podia entrar água. O orvalho vem caindo, vai moiá este meu chão. Óh meu deus, óh que medo, desta baita escuridão. Tiuru é água grande, estou em águas, águas, água grande. Por quê me entristecer? Santo, não era. E no entanto, quanta esperança cortada, sem merecer uma chorada. Choro por quem não conheço e ao outro desmereço. Passo pelo Caminho do Rio de Beber Água, não bebo, estou em águas, como Pau Vestido, em Gandu, em águas, chorando, em frente à Delegacia.
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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