Aipré, tu choras, ainda, teu Tambiá? Por quê? Costume de teu povo, não? Não poderás transgredir as regras. Consola-te, pois to deram como esposa da morte, muita honra pr´ambos. Você e ele. Oh cruéis costumes, traz de volta meu guerreiro, implantado na barriga de meus irmãos. Assim clamava Aipré. Dentro em breve seu herói seria descomido. Impossível entender a vida. Um quilo de oiro, muito por um porjeto. Inda assim, nós. Por um espelho. Porém, não fomos os inventores da escravidão. No livro deles, já se fala dela. E que eles a troxeram para a america. Pior que comer gente , tu não achas?
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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