Em vão se compraz as mesmas cãs, faz-se lobo, o mesmo olhar brilhante, a veste se converte em pelo, um furor idêntico, volta-se contra o gado, recolhe a raiva à boca, contra o gado, o triangulo, o mesmo olhar brilhante da antiga forma conserva, ávido de mortes, foge aterrado, ulula em vão tentando falar. O triângulo, o braço em lobo.
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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