Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux nascido na França em 1688 e morto em 1763 criador de peças ligeiras sobre a felicidade e infelicidade no amor. Criou um estilo que adjetivado significa falar superficialmente do amor, fazer a corte a uma mulher. Hoje a marivaudagem está praticamente proibida, porque você corre o risco de ser acusado de assediador. E aí você cai num inferno, sem indulgências, sem apelação, sem defesa, sem direito a contraditório, sem nada, estará completamente abandonado até por seus amigos, lambedores de xiranhas. Tempos difíceis, estes. Aonde iremos?
Antes do tudo o que é hoje, o nada era o tudo que existia. Um velho senhor, barbudo, solitário e rancoroso, disse de si para si, porque não havia outros para se falar, pois nem mesmo se tinha inventado as outras duas pessoas divinas, (Pessoas? Há uma pomba no meio que não é a Gira), razão porque, como os loucos, o Senhor falava sozinho. “Poxa, tudo é tão nebuloso e disforme! Um tédio! Chega, não aguento mais, vou bagunçar esta porra e criar um lugar de delícias para eu ir quando eu estiver entediado aqui no céu. E assim criou o mundo, que, a bem dizer, só fez separar o céu da terra, porque era o tudo que existia antes, que era o nada, e, se chamar de céu, porque de sua morada. Aí, ele pôs na terra, ah, ia-me esquecendo, chamou este lugar de ...
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