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Horus vinha não se sabe donde, passava por um restaurante universitário. Não era o restaurante da Faculdade da Rua D`Assas, mais se assemelhava ao velho Restaurante Universítário do Corredor da Vitória, nos idos de 1964, quando fizera vestibular e frequentava vez por outra aquele comedouro, povoado de figuras folckloricas, como Wilson o eterno estudante que já passara por diversos cursos, sem se fixar nenhum ou como Graciliano,  poeta nascido em  Ubaitaba que, depois do almoço, subia na mesa e recitava seus versos. Neste momento sobrava comida  e se viam bandejas cheias, frutas e nosso conhecido romeu e julieta. Como Graciliano, subiu numa mesa e passou a andar por cima delas e embora tivesse vontade de pegar uma daquelas guloseimas, se conteve, com medo da repreensão do bedel. Havia uma mesa, com sucos gelados, enrolados em saquinhos plásticos, como um sorvete  congelado. Pegou um e começou a morder o plástico, quando viu...

CENA ENTRE DOIS QUE SE AMAM

Peça em um ato publicado em 24.10.2005 no sítio: http://www.supergoa.com/pt/forum/read.asp?c_post=5084 que se publica aqui para se comprovar a anterioridade do título do livro Noite em Paris ao filme Meia Noite em Paris. F Ó R U M   Fórum: Fórum SuperGoa.com Páginas [  Últimas  |  Pesquisar  |  Nova Mensagem  |  Outros Fóruns  ] 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 ...

O PRAZER É AGORA

         Se arrependeu de ter emprestado seus dólares para  Rolembergue. Confirmado estava. Brasileiro, povinho enrolado. Francês não gosta de brasileiros, com razão. Zuadentos, metidos a gás com água e  mal-educados. Olhava o quadro de anúncios  n`Aliança Francesa. Só por hábito, porque não queria mais ajudar ninguém, depois de lhe terem roubado tudo em uma festa que dera. Perfumes, roupas, sapatos que ganhava das lojas onde levava turistas. Rolembergue ouvira falar. Chamam-no Consul Particular do Brasil. Desconfiavam até. O cara é do DOPS, quem não vê? Está sempre discutindo política, para descobrir comunistas, esta, uma das táticas do DOPS. Infiltração.  No Brasil está tudo minado, há informantes até nas latrinas, a gente deve ter cuidado. Não é bolsista, não é rico, quem o sustenta? Não é exilado político, como Valdir, Juscelino  e Arraes. É Alcaguete, com certeza, dedo duro. Diz, com orgulho, ter criado o t...

QUAL FOI TEU FIM?

             Dezassete de dezembro de 2006, Ita, vixi, quarenta e cinco anos mais sofridos que vividos. Queria matar  um deputado. Peixeirada sem mal nenhum.  Quem tem fome não tem força. Nem sabia  se queria mesmo matá-lo ou chamar atenção. Ambições sufocadas por pensão que não pensionam. Flagrada, indiciada, encarcerada. Olham-me como uma besta-fera. Confessar o que? Louca, débil mental. Desmoralizam a  revolta:  Ato insano. Um presente em Brasilia: Reajuste de noventa e um por cento, aos deputados, beira os índices de pobreza. Democracia,  invenção de quem  está no poder. Fingir que o povo  governa; Diverge e serás um louco, ridicularizado. Destino. Cadeia, manicômio, e morte. Médico corruptos  atestam tua loucura.  Assim foi na União Soviética, é nos Estados Unidos,  no mundo. Grossas verbas para a imprensa que é deles e o cara é um maluco, um palhaço. Mundo, pou...
          Ele tinha três filhos, mas um, o melhor de cabeça e de tudo, teve a desventura de morrer quando estava começando a fazer sua vida. Era um rapaz trabalhador, sereno e amigo.              Mas, quem disse que a felicidade fica onde chega? Não, ela voa rápido e veloz como um beija-flor que nem chega a pousar na flor e dela retirar o alimento que necessita para suas evoluções de miríadas de batimento d´asas.

CRIME SEM CASTIGO

          Salvador, 20 de janeiro de 2012           Caro Amigo,           Há muito tempo que tenho vontade de te falar algumas coisas que estão presas  dentro de mim, mas confesso que nunca tive coragem, principalmente porque você me dissera, uma  certa feita, que a família da vítima de um assassinato  poderia ajuizar uma ação de indenização  para ser indenizada pela morte da pessoa. Com certeza, pagar pela morte de alguém é mais penoso do que ser preso, porque se sabe que ninguém cumpre o total da pena e mais cedo ou mais tarde, se consegue a liberdade.          Você não sabe o quanto tenho sofrido em manter este segredo dentro de mim, sem que possa partilhar nem com um amigo. Foram noites e noites sem dormir. Sempre confiei em você, mas você teve uma paquera com ela. Tinh...